minha vida toda foi estranha. nasci normalmente, com meus nove meses. aprendi a andar lá pelos meus 13 meses - quem é o bizarro que sabe exatamente com quantos anos aprendeu a andar? -, mas só aprendi a falar com 2 anos. a falar palavras, de verdade, com 2 anos. até lá, para 'lú', meu tio, eu falava 'ói'. Para 'lua', 'óia'. sentido, sim. meu pai, eu o chamava de 'thales', e esse está longe de ser o nome dele. as vezes me pergunto se tudo não poderia ter sido mais fácil, se pudesse ter continuado do jeito que era antes dos meus 2 anos. falando coisas básicas, ou coisas resumidamente idiotas. ou, poderia continuar como um bebê, sem falar basicamente. os erros que já cometi por palavras me assustam e me perseguem toda noite. me fazem querer ser outra pessoa que não sou. já errei muito por palavras não ditas, palavras idiotas, palavras... palavras, simplesmente. palavras assombram uma vida, e fazem dela serem o que não são. palavras. não são nada, se você pensar. mas se pensar um pouco mais, vai ver que são tudo. eu não sei qual é o sentido delas. mas sei que todas elas tem um. tem uma essência. as vezes falo palavras por falar, e estrago um dia, uma semana, uma quinzena, um mês, um ano, uma vida. eu não sei o que estraguei com palavras, com um simples 'não' ou com um 'sim'. não sei também se tenho, realmente, esse poder. mas com palavras cheguei aqui. cheguei onde estou. mas ainda acho, as vezes, que seria mais fácil eu ser eternamente uma criança de 2 anos. com o corpo que eu tenho, com a cabeça que eu tenho, com a mentalidade que eu tenho, com o poder de escrever que eu tenho. mas sem poder falar palavras. eternamente uma criança de dois anos. seria mais fácil. chego a me perguntar se o mais fácil é, realmente, o que quero. o mais fácil pode ser o mais simples, mas na maioria das vezes é o que menos se ganha. a discução do fácil, do difícil, do certo e errado, deixo pra depois. vou tentar voltar aos meus 2 anos.
-xx-
que texto horroroso. cheers, D.
terça-feira, 21 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
estrelas. mais uma vez.
o que eu tenho com as estrelas? acho que elas brilham demais. acho que elas me ofuscam, me dexam maravilhada. estrelas são bonitas, e especiais o bastante para me deixarem feliz quando preciso. as estrelas esperarão por mim até eu chegar lá. elas sabem, eu faço um desejo à elas toda noite. elas esperarão por mim. sou só eu quem tem estrelas que sabem rir?
-xx-
super alok isso aqui, eu estou com um bloqueio mental horroroso, por causa do show de mcfly, dando crises, impossibilitada de escrever mais ou menosmente Q cheers, D.
-xx-
super alok isso aqui, eu estou com um bloqueio mental horroroso, por causa do show de mcfly, dando crises, impossibilitada de escrever mais ou menosmente Q cheers, D.
domingo, 5 de abril de 2009
estrelas? são apenas estrelas.
uma vez me disseram que estrelas substituiriam quem não estivesse comigo. porque? porque estrelas? porque estrelas, e não flores? flores estão sempre lá. dia ou noite, estão sempre lá. estrelas estão lá apenas noite. 'e o sol?' me perguntam. não. o sol não é uma estrela pra mim. o sol brilha demais. ofusca sentimentos.
'estrelas substituirão alguém quando você sentir falta dele.' não. estrelas não sustituem nada. estrelas não preenchem vazio nenhum. porque estrelas são superestimadas assim? porque não flores? ou insetos? ou... pedras? vai ver porque flores, insetos e pedras não brilham. glitter então.
porque glitter não substitui pessoas? vai ver porque é pequeno demais. então eliminamos flores, insetos, pedras e glitter. porpurina também. porque não papel? não vejo nada de errado com o papel. então o papel vai substituir as pessoas.
ah, é. ele não brilha. cola. cola, é não vejo nada de errado com ela. ela é grande - dependendo de como você vê-la -, ela brilha - quando alguma luz bate -. então cola vai substituir as pessoas que eu amo na ausência dela.
não. cola é grudento. porque nada parece ser bom o suficiente pra substituir as pessoas? acho que estrelas são apenas estrelas.
ah! porque não pessoas? elas são grandes, e brilham. cada uma a sua maneira. mas substituir pessoas com pessoas? muito frio.
eu não conseguiria achar alguma coisa. estrelas? são apenas estrelas quando você não está aqui.
'estrelas substituirão alguém quando você sentir falta dele.' não. estrelas não sustituem nada. estrelas não preenchem vazio nenhum. porque estrelas são superestimadas assim? porque não flores? ou insetos? ou... pedras? vai ver porque flores, insetos e pedras não brilham. glitter então.
porque glitter não substitui pessoas? vai ver porque é pequeno demais. então eliminamos flores, insetos, pedras e glitter. porpurina também. porque não papel? não vejo nada de errado com o papel. então o papel vai substituir as pessoas.
ah, é. ele não brilha. cola. cola, é não vejo nada de errado com ela. ela é grande - dependendo de como você vê-la -, ela brilha - quando alguma luz bate -. então cola vai substituir as pessoas que eu amo na ausência dela.
não. cola é grudento. porque nada parece ser bom o suficiente pra substituir as pessoas? acho que estrelas são apenas estrelas.
ah! porque não pessoas? elas são grandes, e brilham. cada uma a sua maneira. mas substituir pessoas com pessoas? muito frio.
eu não conseguiria achar alguma coisa. estrelas? são apenas estrelas quando você não está aqui.
terça-feira, 31 de março de 2009
ah, é primeiro de abril.
são varias as explicações usadas para o primeiro de abril. alguma coisa antiga, sobre uso de calendários. na europa, o ano novo era festejado em 25 de março, sendo que as festas duravam 1 semana e terminavam 1 de abril. o rei da frança decidiu, depois de um tempo, que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. alguns franceses resistiram a mudança, e continuaram a seguir o calendário antigo. gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.
é uma tradição antiga, da época de ajustes do calendário. depois dessa época, o primeiro de abril ficou conhecido mundialmente, como dia da mentira, dia do tolo. as pessoas pregam peças umas nas outras e contam mentiras loucamente durante o dia.
eu encaro primeiro de abril apenas como mais um dia. um dia que transformaram em uma loucura, uma desculpa para contarem mentiras, sem se importarem. 'ah, é primeiro de abril, quem liga?'. é só mais uma data comercial. como dia dos namorados. uma data nada a ver, que criam para as empresas faturarem.
pra muitos casais, o dia dos namorados é todo dia. e pra todo mundo, o dia da mentira é todo dia, como se todos os dias fossem primeiro de abril. o primeiro dia do quarto mês. ninguém liga se é ele ou não.
falar que todos mentem sempre é errado. algumas pessoas salvam o brasil - ou até mesmo o mundo -, ligam para honestidade e integridade. mas e as outras pessoas? as que não se salvam das mentirosas, das fúteis. as outras pessoas, como ficam? é só um ciclo vicioso. agora não importa mais.
prepare-se amanhã. o dia da mentira. ah, é primeiro de abril, quem liga? muita gente liga.
é uma tradição antiga, da época de ajustes do calendário. depois dessa época, o primeiro de abril ficou conhecido mundialmente, como dia da mentira, dia do tolo. as pessoas pregam peças umas nas outras e contam mentiras loucamente durante o dia.
eu encaro primeiro de abril apenas como mais um dia. um dia que transformaram em uma loucura, uma desculpa para contarem mentiras, sem se importarem. 'ah, é primeiro de abril, quem liga?'. é só mais uma data comercial. como dia dos namorados. uma data nada a ver, que criam para as empresas faturarem.
pra muitos casais, o dia dos namorados é todo dia. e pra todo mundo, o dia da mentira é todo dia, como se todos os dias fossem primeiro de abril. o primeiro dia do quarto mês. ninguém liga se é ele ou não.
falar que todos mentem sempre é errado. algumas pessoas salvam o brasil - ou até mesmo o mundo -, ligam para honestidade e integridade. mas e as outras pessoas? as que não se salvam das mentirosas, das fúteis. as outras pessoas, como ficam? é só um ciclo vicioso. agora não importa mais.
prepare-se amanhã. o dia da mentira. ah, é primeiro de abril, quem liga? muita gente liga.
terça-feira, 24 de março de 2009
e agora, o que?
eu nunca quis ter que decidir entre duas coisas. nunca quis escolher entre duas coisas das quais eu preciso, das quais eu necessito. mas às vezes uma escolha como essas é necessária. esses últimos dias tem sido uma dessas vezes. mas eu tive que escolher entre 3 coisas. essas 3 coisas eram importantes pra mim. mais importantes que muuuita coisa. e agora, o que? o que eu faço? o que eu vou decidir? tentei decidir o mais fácil pra mim. muitas vezes o mais fácil é o mais cômodo. mas nessa situação, o mais fácil seria errado. eu não seria justa comigo. não seria justa com ninguém. eu prometi uma resposta rápida, mas qual resposta? o que eu poderia fazer em uma situação dessas? SOCORRO GERALDO! me dá vontade de gritar. me dá vontade de gritar pra minha cidade inteira ouvir (o que, sabe, não seria muito difícil) 'ALGUÉM? POR FAVOR?'. mas eu não posso.
eu queria tanto essas duas coisas - ou melhor, três - que me enrolei, fiquei louca e perdida nos meus sentimentos. era uma onda de emoção. eu queria ter essas coisas, eu podia ter. mas não seria justa comigo, e com ninguém. e fazer o que agora?
eu queria ter essas duas coisas. e quanto à uma, não sei se tenho. a outra, eu tenho certeza que sim. mas sou poucas pessoas que tem o que eu to tendo agora. eu seria justa com mais alguém se eu quisesse um pouco mais? não, não seria. eu não seria justa com ninguém, e não to sendo justa comigo mesma. porque eu quero mais? eu não me contento com 'tão pouco'? eu preciso de mais pra alimentar minha existência? eu preciso de mais pra poder viver? não posso me ater à o que eu tenho? não, eu acho que não. porque eu preciso de mais? muita gente não tem nem metade do que eu tenho. acho que é por isso.
hoje eu estava andando na rua, e começou a chover. nossa, grande coisa, estamos mesmo em época de chuva. mas, o engraçado é que estava chovendo só em mim. em nenhum outro lugar da rua. não pensem que era uma mini-nuvem preta soltando raios e pingos fortes de água, era um nuvem enorme, cinza que cobria todo o céu de onde eu estava. caiam pingos leves na minha cabeça, e eu sentia meu cabelo ir se molhando. eu ohava pros lados, e ninguem mais estava molhado, nem o chão, nem os carros estracionados. alguém fez macumba pra mim? ou Alguém lá de cima me odeia?
qualquer uma dessas respostas serviria. eu só preciso de uma resposta agora.
-xx-
oi! bombou o último, oi. outro texto. é, tô com bastante coisa pra falar hoje.
cheers, D
eu queria tanto essas duas coisas - ou melhor, três - que me enrolei, fiquei louca e perdida nos meus sentimentos. era uma onda de emoção. eu queria ter essas coisas, eu podia ter. mas não seria justa comigo, e com ninguém. e fazer o que agora?
eu queria ter essas duas coisas. e quanto à uma, não sei se tenho. a outra, eu tenho certeza que sim. mas sou poucas pessoas que tem o que eu to tendo agora. eu seria justa com mais alguém se eu quisesse um pouco mais? não, não seria. eu não seria justa com ninguém, e não to sendo justa comigo mesma. porque eu quero mais? eu não me contento com 'tão pouco'? eu preciso de mais pra alimentar minha existência? eu preciso de mais pra poder viver? não posso me ater à o que eu tenho? não, eu acho que não. porque eu preciso de mais? muita gente não tem nem metade do que eu tenho. acho que é por isso.
hoje eu estava andando na rua, e começou a chover. nossa, grande coisa, estamos mesmo em época de chuva. mas, o engraçado é que estava chovendo só em mim. em nenhum outro lugar da rua. não pensem que era uma mini-nuvem preta soltando raios e pingos fortes de água, era um nuvem enorme, cinza que cobria todo o céu de onde eu estava. caiam pingos leves na minha cabeça, e eu sentia meu cabelo ir se molhando. eu ohava pros lados, e ninguem mais estava molhado, nem o chão, nem os carros estracionados. alguém fez macumba pra mim? ou Alguém lá de cima me odeia?
qualquer uma dessas respostas serviria. eu só preciso de uma resposta agora.
-xx-
oi! bombou o último, oi. outro texto. é, tô com bastante coisa pra falar hoje.
cheers, D
domingo, 22 de março de 2009
o que são
paixões não passam de um sonho, de uma coisa passageira. elas passam, mas não passam de um desejo de todos. elas passam, mas não passam de outra coisa fútil. elas passam, mas não passam de mais um motivo pra sofrimento. e aí eu começo a me perguntar o motivo de tantos quererem tanto isso. uma coisa que as faz sofrer, e não cheguei a nenhuma conclusão. a não ser a que todos querem ocupar a sua vida, sem se preocupar com o que vai vir. todos querem ocupar um tempo a outra pessoa, a uma pessoa que se importe com ele. ou não, talvez nem deva se importar. mas muitas pessoas querem isso. querem imaginar coisa onde não tem, pra ocuparem suas vidas. vidas nem sempre desocupadas, fúteis. encontrar o amor da vida pra muitos é o sonho, a idealização. a vida de muitos seria completa com isso. mas, mais cedo ou mais tarde vai acabar. pode ser que a morte os separe - e parabéns à essas pessoas, os sortudos, porque hoje em dia o dinheiro separa a maioria - pode ser que a vida os separe. pode ser que erros os separem, pode ser que idiotices os separem. pode ser que burrices, palavras erradas, palavras idiotas, coisas sem querer, coisas sem pensar os separem. há milhões de motivos para as separações. há milhões de explicações. mas no final, as paixões não passam de futilidades. amor vale à pena. mais nada.
-xx-
é, eu sei que ninguém vai ver isso aqui, mas eu supero. só queria ter um lugar pra colocar meus textos. não creio que isso vá durar muito, mas eu superto mais uma vez. cheers, D
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